sábado, 5 de maio de 2012

A FORMAÇÃO DO ANTIGO E DO NOVO TESTAMENTO





Prof. Dr. José Roberto da Silva Constanza

O CÂNON

O vocábulo igreja tem raiz na palavra latina  ecclesia, que significa uma congregação local de cristãos[1]. Embora haja muitas referências à igreja no Novo Testamento, seu conceito mais amplo foi se desenvolvendo paulatinamente, em especial, a partir de ameaças internas, tais como o gnosticismo[2], que, com suas falsas doutrinas, poderia vir a destruir a fé e a unidade da igreja. A essa ameaça, em caráter prioritariamente defensivo, a igreja respondeu de forma tríplice: Uma das respostas foi a compilação e adoção de uma lista ou grupo de livros sagrados, um cânon[3].


OS CRITÉRIOS DE CANONICIDADE

Nos primórdios da Igreja Cristã, algumas questões deveriam ser naturalmente respondidas ou solucionadas. Dentre esses questionamentos pode-se destacar: Seria  o cristianismo um desenvolvimento natural do judaísmo, a partir do entendimento de que Jesus Cristo é realmente o Messias prometido? Ou, ainda: A Bíblia hebraica deveria ser fiel e cabalmente observada?  A  Igreja Cristã deveria ter uma lista de livros que atendessem  a certos critérios estabelecidos pela liderança da Igreja?[4] Há diversas respostas para as perguntas formuladas. Alguns autores, por exemplo, consideram que só existe um único verdadeiro teste de canonicidade: O testemunho que Deus, através do Espírito Santo, dá a autoridade da sua própria palavra[5].

A palavra cânon é grega e significa literalmente cana ou vara de medir. Aplicada à Escritura, designa uma coleção de escritos inspirados pelo Espírito Santo, o qual havia também iluminado os corações das comunidades cristãs induzindo-as a aceitar essa coleção de livros  como sua norma  ou regra  de fé[6]. O  cânon  se divide conforme a estrutura da Bíblia, ou seja, há um cânon do Antigo e outro do Novo Testamento[7].


ANTIGO TESTAMENTO

Os cristãos primitivos, especialmente os de origem gentia, se consideraram o novo Israel de Deus, uma vez que os judeus rejeitaram o Messias. A Bíblia hebraica, portanto, foi herdada pelos  cristãos, constituindo a primeira parte de uma nova Escritura, o Antigo Pacto ou Testamento. Esse deve ser o entendimento do texto em que Paulo fala da lei judaica como um aio que conduz a Cristo (Gl 3.23-29; 4.23-25).[8]

Inicialmente não houve consenso entre os cristãos quanto aos livros do Antigo Testamento a serem incluídos no cânon. A versão grega das Escrituras, conhecida como Septuaginta (LXX), incluía livros que não constavam do cânon hebraico oficialmente reconhecido (Judite, Eclesiástico e outros). Algumas comunidades cristãs aceitavam o cânon da LXX, outras não. Origines e especialmente Jerônimo (347-420) acreditavam que eram inadequadas e pouco confiáveis as formulações teológicas feitas a partir de livros que não gozavam de reconhecimento universal. Esses livros foram chamados por Jerônimo de apócrifos, no sentido de não canônicos[9].

O historiador judeu Flávio Josefo (c.37-c.95) é o autor da célebre obra Antiguidades dos Judeus, que conta a saga dos judeus, desde a criação até os dias de Cristo[10]. Em uma apologia, Contra Apion, Josefo faz referência a uma coleção de livros que são considerados sagrados pelos judeus. Esses livros foram escritos até o reinado de Artaxerxes (465-25 AC). Josefo observa a respeito dos livros: 

Não temos, pois, receio de ver entre nós um grande número de livros que se contradizem. Temos somente vinte e dois que compreendem tudo o que se passou, e que se refere a nós, desde o começo do mundo até agora, e aos quais somos obrigados a prestar fé. Cinco são de Moisés, que refere tudo o que aconteceu até sua morte, ... Os profetas que sucederam a esse admirável legislador escreveram em treze outros livros, tudo o que se passou depois de sua morte até o reinado de Artaxerxes, ... e os quatro outros livros, contém hinos e cânticos feitos em louvor a Deus e preceitos para os costumes.[11]

Josefo é enfático e claro quando diz que tudo o que foi escrito pelos judeus, após Artaxerxes, não deve ser considerado canônico, por falta de respaldo profético. Ele acrescenta:  

Escreveu-se também tudo o que se passou desde Artaxerxes até os nossos dias, mas como não se teve, como antes, uma seqüência de profetas não se lhes dá o mesmo crédito, que aos outros livros, de que acabo de falar e pelos quais temos tal respeito, que ninguém jamais foi tão atrevido para tentar tirar ou acrescentar, ou mesmo modificar-lhes a mínima coisa. Nós os consideramos como divinos.[12]

A declaração de Josefo ressalta dois aspectos importantes: 1) Considera como válidas as mesmas três divisões das escrituras hebraicas contidas no prólogo do livro apócrifo Eclesiástico[13], e limita o número de livros canônicos em vinte e dois; 2) Nenhum outro escrito canônico foi composto e nenhuma outra matéria foi incutida no texto sagrado, desde o reinado de Artaxerxes, isto é, desde a época de Malaquias[14].

Muitos estudiosos das Escrituras fazem referência a um concílio realizado na pequena cidade de Jamnia ou Jabne, por volta do ano 90 da era cristã, como determinante na definição dos livros do Antigo Testamento. Mas, como nada foi acrescentado às Sagradas Escrituras após o quinto século AC, segundo Josefo, tal argumentação deixa de ter maior importância. Essa é a visão de Sid Lieman, para quem Jamnia não foi um concílio, mas uma simples academia[15].

Eusébio de Cesaréia, em sua História Eclesiástica, cita que Orígenes (c.185-c.254), ao explicar o salmo primeiro, mencionou como válida a mesma lista do cânone de vinte e dois livros de Josefo. Vão aqui suas palavras: “Não se pode ignorar que os livros testamentários, tal como os transmitiram os hebreus, são vinte e dois, tantos como o número de letras que há entre eles”[16].

A citação do número  de livros correspondentes às letras do alfabeto hebraico parece ter sido provocada pelo próprio Josefo ou pelos conciliares de Jamnia, pois originalmente há registros de vinte e quatro livros, considerando-se Rute e Lamentações como rolos à parte, respectivamente, de Juízes e Jeremias[17]. Essa diferença numeral fez com que alguns pais da igreja ora falassem em vinte e quatro livros, como foi o caso de Tertuliano; e outros, como Hilário de Poitiers (305-366) e Jerônimo, optassem pela lista de vinte e dois livros[18]. Atanásio (c. 293-373), em sua trigésima nona carta, não só enuncia o nome dos 22 livros, como fala que alguns livros não incluídos no cânondevem ser lidos em caráter complementar, pois não têm o selo da santidade. Eis o texto:

 Há, então, do Antigo Testamento, vinte e dois livros. Esse número, eu ouvi dizer, corresponde às letras do alfabeto entre os hebreus. Sua respectiva ordem e nomes são os seguintes: ... Essas são fontes de salvação, que aqueles que têm sede podem ser saciados com as palavras vivas que elas  contêm. Somente nesses é proclamada a doutrina da santificação. Não se deixe que homem algum acrescente algo a eles, que deles se retire algo. ... Mas para melhor exatidão, eu acrescento isto também, em face da necessidade de fazê-lo: que existem outros livros além desses que não se incluem no cânon, mas são indicados pelos pais para serem lidos por aqueles que são novos entre nós, e por aqueles que desejam instruir-se na palavra da santificação[19].


Apesar do testemunho confiável e competente de Josefo, e de Atanásio e outros pais, a questão da canonicidade dos apócrifos ainda está aberta, sendo motivo de pesquisa e debate até mesmo entre eruditos protestantes[20]. Os favoráveis à canonicidade da totalidade ou parte dos chamados apócrifos argumentam que as versões mais antigas os incluíam e que vários pais da igreja, como Clemente de Roma e Agostinho, os aceitavam como canônicos[21]. Um aspecto parece ser claro: O estudo do cenário político-religioso em que se desenvolve o Evangelho requer o conhecimento de dados constantes de outros livros que não os canônicos conservados pela Reforma do século XVI. Os livros de Macabeus, por exemplo, bem poderiam constar das chamadas Bíblias Protestantes, fazendo-se a conveniente observação, em nota explicativa, do texto constante de 2 Mac 12.44, que fala sobre a oração pelos mortos. Entendimento diverso tem Paulo Anglada, que, embora reconheça a importância dos dados constantes de alguns apócrifos, considera que sua exclusão  nas chamadas Bíblias protestantes foi válida, em face do que ocorreu com a Vulgata[22].



NOVO TESTAMENTO

O desenvolvimento do cânon do Novo Testamento é mais complexo e controverso. Em primeiro lugar, havia o caráter universal ou católico da Igreja Cristã, que recebia pessoas de variadas origens, muitas das quais impregnadas de suas crenças e filosofias; um horizonte do qual relutavam em se separar e, o pior, que intentavam inserir no contexto cristão. Outro elemento de diferença, relacionado com o primeiro, foi a inexistência de uma comunidade profética fechada que recebesse os livros  inspirados e os coligisse em determinado lugar[23]. Um terceiro elemento complicador foi o fato de que os autores cristãos do primeiro século - apóstolos, discípulos e conversos (como Lucas) - usaram com freqüência a tradição oral como ponto de apoio histórico-eclesiástico de suas narrativas dos fatos históricos e dos feitos de Jesus, em especial, no que se refere às citações e palavras do Mestre, como, por exemplo, os preceitos relativos à guarda do sábado[24].

Que estímulos teriam levado os cristãos primitivos a organizarem sua própria Escritura? Para Norman Geisler, houve três forças preponderantes: a eclesiástica, teológica e a política. O estímulo eclesiástico pode ser traduzido por uma única palavra: evangelização, com suas duas vertentes: discipulado e missão; o  estímulo teológico prendeu-se à necessidade de definição dos limites doutrinários legados pelos apóstolos;e o estímulo político foi a pressão exercida pelo Império Romano, antes e depois de Constantino (c.280-337)[25].

Essa organização escritural não foi instantânea, mas paulatina ao longo de cerca de 350 anos. Os livros que compõem o Novo Testamento haviam sido escritos durante a última metade do século I, sendo que a maior parte era de cartas destinadas a igrejas locais ou a pessoas (cartas pastorais). Outras tinham um caráter mais amplo (cartas católicas). A origem das cartas também foi diversa (e.g. Jerusalém e Roma). Com  tamanha diversidade, é improvável que todos viessem de imediato a possuir cópias de todas essas cartas[26].

A inserção do elemento gentio na Igreja Cristã não foi livre de conseqüências, algumas imediatas. Muitos dos que praticavam a filosofia gnóstica acharam que podiam continuar a fazê-lo após sua conversão, adaptando essa filosofia ao cristianismo. Outros, como Simão o mago e seu discípulo Menandro, queriam apenas desfrutar de mais poder mágico, para seu próprio benefício e fama[27]. Outros, ainda, sob a égide da mentira e da falsa identidade, produziram escritos espúrios disfarçados de piedade.

Surgiu então um grande problema: como identificar os escritos autênticos e os falsos; aqueles que foram efetivamente produzidos por apóstolos[28] e aqueles que o foram por falsos convertidos. Mais do que para o Antigo Testamento, houve a necessidade de o estabelecimento de alguns critérios para discernir a boa semente da palha. 

Não houve um concílio para a definição específica desses critérios, mas a igreja, pelo Espírito Santo (cf. Ap 3.6), fez sua própria seleção, como disseram D. A. Carson, Douglas Moo e  Leon Morris: “A questão não foi tanto a de a igreja que fez a seleção docânon, mas de o cânon ter feito a seleção de si próprio”[29]. Contudo, é possível identificar uns poucos critérios que certamente foram utilizados. O primeiro é o reconhecimento pelo próprio autor de que a literatura que produziu é divinamente inspirada (testemunho interno); o segundo é o reconhecimento pela Igreja da autenticidade dos escritos (testemunho externo); e o terceiro, a necessidade de distinção dos demais livros[30].

As principais fontes de testemunho externo são os pais da Igreja, que legaram à posteridade valiosas informações sobre o processo de desenvolvimento do cânon do Novo Testamento. 

Para  o apologista  Justino (100-165), assim como para polemistas  como Tertuliano (c.155/160-após200) e Irineu (c.120/140-c.200/203), o Evangelho era o cumprimento da promessa feita aos patriarcas de Israel (cf. At 13.32). Os apologistas procuraram demonstrar que a história da revelação de Deus no mundo culminava em Cristo Jesus e que o Evangelho  constituía a continuação natural do Antigo Testamento[31], como assim coloca Irineu em seu livro intitulado  Contra as Heresias: “Dessa forma, toda a Escritura, os profetas e os Evangelhos podem ser clara e harmoniosamente entendidos por todos, embora nem todos creiam; e uma vez que proclamam que não há senão um único Deus, que formou todas as coisas por Sua palavra, sejam visíveis ou invisíveis, no céu e na terra, na água e sob a terra"[32]. Justino, por sua vez, não somente fala de evangelhos, mas cita especificamente trechos do Evangelho de Lucas no Diálogo com Trypho e em sua Primeira Apologia, onde ele diz textualmente: 

Pois os apóstolos deixaram-nos biografias escritas por eles, chamadas de Evangelhos, para que nós os desfrutemos; que Jesus tomou o pão, e, depois de ter dado graças, disse “Fazei isto em memória de Mim, isto é o Meu corpo;” e que, depois, da mesma maneira, tomou o cálice e, dando graças, disse: “Isto é o Meu sangue;” e deu para eles somente[33].

Embora a lista mais antiga que se conhece tenha sido produzida pelo herege Marcião (110-c.160)[34], no final do século II, cerca de setenta e cinco por cento dos livros que hoje compõem o Novo Testamento já tinham recebido o reconhecimento dos Pais, sendo por isso chamados por Origenes (c.185-c.254) de “homologômenos”, neologismo de origem grega que significa reconhecimento universal.[35] A primeira citação por Origenes das Escrituras Neotestamentárias, conforme o testemunho de Eusébio, está no preâmbulo dos comentários do mestre alexandrino sobre o Evangelho de Mateus, que começa da seguinte forma:

A respeito dos únicos quatro evangelhos sobre os quais não há contestação na igreja de Deus debaixo do céu, eu aprendi, por tradição, que o Evangelho segundo Mateus, ... , foi escrito em primeiro lugar; e que ele foi composto em hebraico e publicado com vistas aos convertidos do judaísmo. O segundo escrito foi aquele segundo Marcos, que o escreveu conforme a instrução de Pedro, ... E terceiro, foi aquele segundo Lucas, o Evangelho elogiado por Paulo, que ele compôs para os convertidos dentre os gentios. Por último, aquele segundo João.[36]

No extremo oposto daqueles escritos reconhecidos por consenso estão os livros que foram rejeitados por todos os pais: os “pseudoepígrafos”[37] ou escritos falsos. Embora o termo seja mais aplicável à literatura produzida no período intertestamentário, também são assim chamados alguns livros de tendência gnóstica e fantasiosa escritos durante os séculos II e III da Era Cristã. Entretanto, as meias verdades e fantasias que eventualmente contém não desclassificam outras informações contidas no restante das obras que podem ser muito úteis aos historiadores eclesiásticos,[38] em face da grande perda de livros produzidos nessa época, como se depreende da leitura da História Eclesiástica de Eusébio. Dentre os pseudoepígrafos, o mais conhecido é o Evangelho de Tomé

No meio termo estão aqueles livros que foram questionados por alguns Pais e aceitos por outros. Estes são os “antilegômenos”, palavra que significa escritos discutíveis.[39] Dentre os antilegômenos, há livros que foram incorporados definitivamente ao cânon e outros que não o foram. No primeiro caso estão Apocalipse, Tiago, Judas, Hebreus, Segunda Epístola de Pedro e as Segunda e Terceira Epístolas de João. Dentre os que não foram incorporados estão a primeira Carta de Clemente e o Pastor de Hermas, estes últimos considerados também como apócrifos do Novo Testamento.[40] Ainda no segundo século, o Apocalipse de João e algumas das cartas católicas foram aceitos como canônicos. Houve restrição, contudo, para as epístolas de João, Tiago e Judas. Quanto à Carta aos Hebreus, o debate não foi sobre a canonicidade do documento, mas sim sobre sua autoria, que as igrejas gregas diziam ser de Paulo.[41]

Houve quem procurasse simplificar a leitura do Evangelho, consolidando-o em um só volume (rolo) harmônico, como foi o caso de Taciano (120-173), discípulo de Justino, que compôs o  Diatessāron, uma “harmonia” dos evangelhos, que se tornou popular na Mesopotâmia (terra natal de Taciano) e onde, por cerca de 250 anos, substituiu os quatro evangelhos.[42] Irineu e Eusébio escreveram sobre Taciano, chamando-o de herege. Mormente o último faz sérias críticas à pseudo-harmonia evangélica de Taciano, ao dizer que ele “compôs certa combinação e agrupamento – não sei como  – dos Evangelhos, ao que deu o nome de  Diatessāron e que ainda hoje se conserva entre alguns. E diz-se que teve a ousadia de mudar algumas expressões do apóstolo, alegando completar a correção do seu estilo”.[43]

Desde o século V, os livros cristãos considerados canônicos vieram a constituir um Novo Pacto ou Testamento; e a Igreja, a partir de então, considerou que a revelação especial havia terminado e nenhum outro livro obteve status canônico.[44]


CONCLUSÃO 

A Igreja Cristã, nos primeiros anos de existência, quando a maioria de seus membros era de judeus, ainda não tinha plena consciência de que uma nova religião estava surgindo. Essa conscientização foi acontecendo aos poucos, na medida em que houve um pleno entendimento de que Jesus era o Messias prometido nas Sagradas Escrituras dos Judeus, e também em decorrência da produção de novos Escritos, pelos apóstolos. Dessa forma, a herança judaica não poderia ser desconsiderada, e tampouco o testemunho dos apóstolos. Assim, foi surgindo um cânon, ou uma lista de livros considerados inspirados pela liderança da Igreja. 

Os livros antigos passaram a compor o Antigo Testamento e os novos, o Novo Testamento. Esse processo de composição do cânon foi relativamente lento, tendo durado mais de 300 anos. A grande maioria dos livros que hoje compõem a Bíblia foi imediatamente aceita pela comunidade cristã; uma pequena parte, porém, foi alvo de restrições  por parte alguns bispos. O que prevaleceu à época e que deve prevalecer ainda hoje é o conceito de que só existe um único verdadeiro teste de canonicidade: O testemunho que Deus, através do Espírito Santo, dá à autoridade da sua própria palavra. 



Notas:

[1] ROBINSON, D. W. B. Igreja: significado. Em: DOUGLAS, J. D. (ed.). O novo dicionário da Bíblia. São Paulo: Vida Nova, 1990, v. I, p. 735. 

[2] Doutrina filosófico-teológica, que clamava ter em sua posse tradições orais ou secretas ministradas por Jesus a seus discípulos e não tornadas públicas e accessíveis. Ver TILLICH, Paul.  História do pensamento cristão. São Paulo: ASTE, 2000, p. 52-56. 

[3] HÄGGLUND, Bengt. História da Teologia. Porto Alegre: Concórdia, 1995, p. 89-93; e CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos. São Paulo: Vida Nova, p. 93-97.

[4] ANGUS, Joseph.  História, doutrina e interpretação da Bíblia. Rio de Janeiro: Casa Publicadora Batista, 1951, p. 12-16.

[5] ARCHER, Gleason L. Jr. Merece confiança o Antigo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1979, p. 81.

[6] É a auto-identificação que traduz a sua divina autoridade. O reconhecimento é fruto do testemunho interno do Espírito, cf a Confissão de Westminster I, 5. HODGE, Alexander A. (com.). Confissão de Fé de Westminster. São Paulo: Os Puritanos, 1999, p. 62-3.

[7] . RIDERBOS, N. H. e BIRDSALL, J. N. Cânon do Antigo Testamento e cânon do Novo Testamento. Em: DOUGLAS, J.D. (ed.). O novo dicionário da Bíblia, v. I, p. 246-261.

[8] HENDRIKSEN, William. Gálatas. São Paulo: Cultura Cristã, 1999, p. 257-271. Ver também LANG, The Encyclopaedia Britannica, “Early Church – The problem of scriptural authority”, CD ROM.

[9] ANGLADA, Paulo.  Sola Scriptura: A doutrina reformada das Escrituras. São Paulo: Os Puritanos, 1998, p. 40. A Igreja Católica Romana chama esses livros de deuterocanônicos. CASTRO PINTO, José Alberto L. de (ed.). Dicionário Prático de Cultura Católica, Bíblica e Geral. “Deuterocanônico”, p. 77.

[10] O conjunto de escritos de Josefo foi publicado em português com o título genérico de História dos Hebreus.

[11] JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 1990, v. III, p. 216.

[12] Ibid.

[13] Também chamado de Sabedoria de Jesus, filho de Siraque. Assemelha-se ao livro de provérbios. Foi composto por volta do ano 190 AC. O prólogo, contudo, é de autoria do neto do autor, em c. 130 AC. A BÍBLIA Sagrada. Trad. da Vulgata pelo Pe. Antônio Pereira de Figueiredo. Rio de Janeiro: Barsa, 1964, 536.

[14] ARCHER, Gleason L. Jr. Merece confiança o Antigo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1979, p. 74-75.

[15] LEIMAN, Sid Z. The canonization of Hebrew Scripture: The Talmudic and Midrashic Evidence. Hamden: Archon Books, 1976, p. 120-24. Ver também a opinião de Jack Lightstone em CARSON D. A. et al. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997, p. 542.

[16] EUSÉBIO DE CESARÉIA. História eclesiástica, p. 213.

[17] HALLEY, Henry H. Manual Bíblico. São Paulo: Vida Nova, 1994, p. 357.

[18] ARCHER, Gleason. Merece Confiança, p. 69-85.

[19] ATANÁSIO. Letter XXXIX. Disponível em:  
Acesso em: 28 jul. 2003. Minha tradução.

[20] YOUNG, G. D. Revelation in the Bible (1958). Citado em ARCHER. Merece confiança, p. 78.

[21] Protagonistas dos apócrifos argumentam que a presença dos livros apócrifos na LXX indica a existência do assim chamado “Cânone Alexandrino”, que incluía quatorze livros adicionais. A posição de Agostinho relativamente aos livros canônicos não é precisa: nos sínodos de Hipona (393) e Cartago (397) ele foi favorável ao cânone alexandrino; contudo, há afirmações suas de que a autoridade dos apócrifos é inferior a dos demais livros sagrados. RIDERBOS, N. H. Cânon da Igreja Cristã. Em: DOUGLAS, J.D. (ed.). O novo dicionário da Bíblia, v. I, p. 253.

[22] Os principais dicionários bíblicos de procedência protestante, para explicar determinados aspectos da 
Escritura Neo-Testamentária, fazem continuado uso desses livros. Ora, se são apócrifos, estigmatizados, não deveriam ser tomados em conta para ilustração do povo evangélico. Trata-se de uma incoerência que precisa ser corrigida. Ver ANGLADA, Paulo. Sola Scriptura, p. 41.

[23] GEISLER Norman L e NIX, William E.  Introdução bíblica: Como a Bíblia chegou até nós.  São Paulo: Vida, 1997, p. 99-101. 

[24] LANG, The Encyclopaedia Britannica, “Early church, the formative period”, CD ROM.

[25] GEISLER Norman L e NIX, William E. Introdução bíblica, p. 100-101.

[26] ANGLADA, Paulo. Sola Scriptura, p. 41-42;  GEISLER Norman L e NIX, William E. Introdução Bíblica, p. 101.

[27] EUSÉBIO DE CESARÉIA. História eclesiástica, p. 59-60; 100.

[28] O nome apóstolo deve ser entendido, neste caso, no seu sentido mais amplo, qual seja, todos aqueles que conviveram com Jesus, e até mesmo aqueles que estiveram em contato direto com os apóstolos. Ver COPPIETERS, Honoré. Apostles. Em: KNIGHT, The Catholic Encyclopedia, CD ROM.

[29] CARSON D. A. et al. Introdução ao Novo Testamento, p. 549.

[30] HÖSTER, Gerhard. Introdução e síntese do Novo Testamento. Curitiba: Evangélica Esperança, 1996, p. 190-192; e TENNEY, Merrill C. O Novo Testamento: Sua origem e análise. São Paulo: Vida Nova, p. 428-433.

[31] PELIKAN, Jaroslav. The christian tradition, p. 68.

[32] IRINEU.  Against heresies.  II-xxvii. Disponível em: <  http://www.ccel.org/fathers2/ANF-01/#P6124_1360495>. Acesso em: 13 jun. 2003. Minha tradução.

[33] Justino toma por base Lc 22.19-20.  JUSTINO MÁRTIR.  The first apology.  Disponível em: < http://www.knight.org/advent/ fathers/ 0126.htm>. Acesso em: 2 jul. 2003. Minha tradução.

[34] Essa lista continha apenas o Evangelho de Lucas e dez das cartas paulinas (omitiu as pastorais). Algumas idéias de Marcião se assemelhavam àquelas defendidas pelos líderes gnósticos. FERGUSON, Everett. Marcião. Em: ELWELL, Walter A. (ed.). Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, v. II, p. 474.

[35] WEINRICH, William C. Homologômenos. Em: ELWELL, Walter A. (ed.). Enciclopédia HistóricoTeológica da Igreja Cristã, v. II, p. 269.

[36] ORÍGENES. Commentary on Matthew. Disponível em: . Acesso em 15 jul. 2003. Minha tradução. Ver também EUSÉBIO. História Eclesiástica, VI-xxv, p. 213-215.

[37] A palavra pseudoepígrafo literalmente significa nome falso. GUTHRIE, Donald. Pseudoepígrafos. Em: DOUGLAS, J.D. (ed.). O novo dicionário da Bíblia, v. II, p. 1340-43.

[38] GEISLER Norman L e NIX, William E. Introdução Bíblica, p. 112.

[39] MCCLELLAND, Scott E. Antilegômenos. Em: ELWELL, Walter A. (ed.). Enciclopédia Histórico Teológica da Igreja Cristã, v. I, p. 84.

[40] GEISLER Norman L e NIX, William E. Introdução Bíblica, p. 114-22.

[41] REID, George J. Canon of the New Testament. Em: KNIGHT, The Catholic Encyclopedia, CD ROM. Contudo, a Igreja Católica Apostólica Romana, hoje, também entende que a Carta aos Hebreus é de autoria de Paulo, pela instrumentalidade de algum discípulo, provavelmente Apolo.

[42]  Diatessaron significa literalmente “por meio dos quatro”. LANG,  The Encyclopaedia Britannica. “Diatessaron”, CD ROM; e BRUCE, F. F. Merece confiança o Novo Testamento? São Paulo: Vida Nova, 1965, p. 32.

[43] EUSÉBIO. História Eclesiástica, IV-xxix, p. 147.

[44] REID, George J. Canon of the New Testament. Em: KNIGHT, The Catholic Encyclopedia, CD ROM; CARSON D. A. et al.  Introdução ao Novo Testamento, p. 552; e  HODGE, Alexander A. (com.).  Confissão de Fé de Westminster. São Paulo: Os Puritanos, 1999, p. 49.


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