sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A MUMIFICAÇÃO NO ANTIGO EGITO

MÚMIA DO FARAÓ SETI, QUE GOVERNOU O EGITO
DE 1291 A 1278 A.C.


Na época pré-dinástica, os mortos eram sepultados na areia. Os cadáveres ressecavam e ficavam conservados por anos. Unindo essa observação à crença na vida além túmulo, onde o morto precisaria de seu corpo em condições favoráveis para passar a eternidade, os egípcios desenvolveram técnicas de embalsamento.

As primeiras provas do uso de métodos rudimentares de preservação de cadáveres no Egito são de cerca de 3100 a.C. - é dessa época uma caixa com ossos encontrada perto do Cairo. Só atingiram a perfeição perto de 1000 a.C., quando a mumificação já era feita regularmente em lugares chamados per-nefer ("casa da purificação"). O procedimento podia ser mais ou menos sofisticado e caro. O mais completo começava com a evisceração a partir de uma incisão no lado esquerdo do corpo. Eram extraídos o intestino, o fígado, os pulmões, a bexiga e o estômago - que eram lavados, purificados e depositados em quatro vasos (chamados canopes). Os rins e o coração não eram removidos. Conforme a  época os olhos eram retirados e vidros pintados eram colocados no globo ocular.

O abdome era perfumado com mirra, canela e outras ervas. Introduziam na narina esquerda um ferro recurvado e fino de bronze com o qual rompiam o osso que separa as fossas nasais da parte anterior do crânio e puxavam o cérebro para fora, por partes. Acredita-se também que usavam um pequeno fole para sugar a massa encefálica. Na caixa craniana era injetada resina ou betume, que se solidificava. O corpo era então imerso em natrão para desidratar por 40 dias. Depois era lavado com água do Nilo e untado com bálsamo. As cavidades torácica e abdominal eram preenchidas com serragem, líquen seco, palha e chumaços de pano. E as incisões eram costuradas. Finalmente eram colocadas as ataduras - bandagens de linho com resina. Enquanto isso, um sacerdote , usando uma máscara do deus Anúbis, recitava orações e fórmulas mágicas. 

Segundo o historiador Herótodo, havia duas outras técnicas mais baratas: "Preparavam enemas cheios de óleo de cedro e com eles enchiam o ventre do morto, sem fazer cortes nem remover o intestino. Depois o imergiam no natrão pelo tempo estabelecido. No último dia tirava o óleo, e ele saía com tanta força que trazia  consigo os intestinos e as vísceras maceradas". O processo todo demorava 70 dias. Para os mais pobres, a preparação do corpo se limitava à purificação de intestino com uma planta purgativa e à colocação do corpo no natrão.



1 - EVISCERAÇÃO:  A remoção das vísceras era feita por uma incisão no abdome. Por ali era retirados os órgãos. O cérebro era puxado pelo nariz com ajuda de um gancho (ou pinça) de metal ou de um pequeno fole.



2- DESIDRATAÇÃO: Os órgãos eram tratados, perfumados e colocados em vasos específicos. Depois o corpo era coberto de natrão, um tipo de sal. O processo de desidratação demorava 40 dias.



3- PREENCHIMENTO:  Por volta do ano 1000 a.C. em diante, os embalsamadores começaram a preencher os corpos com chumaços de pano, palha, líquen e serragem para que múmia tivesse uma aparência menos flácida.




4- ENFAIXAMENTO: Eram enfaixados os dedos, um por um; depois os membros, o rosto e o tórax. Entre as 300 tiras de linho embebidas em resina e óleos aromáticos eram colocados amuletos. No rosto ia a inscrição "Que viva".



Referência Bibliográfica:

Aventuras na História - Edição Especial; Egito - O guia definitivo da civilização mais misteriosa de todos os tempos. Edição 94-A, maio de 2011, Editora Abril; São Paulo, SP.











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