terça-feira, 24 de janeiro de 2012

ELE RESSUSCITOU AO TERCEIRO DIA


Como Jesus ressuscitou ao terceiro dia se Ele morreu na sexta e ressuscitou no domingo?


Para responder essa questão, precisamos compreender os diferentes costumes dos povos judaico e romano na forma de marcar as horas do dia e da noite. Os dias dos romanos iniciavam à meia-noite e terminavam na outra meia-noite (de zero hora a zero hora). Para os judeus, cada novo dia iniciava às 18h e terminava no dia seguinte, às 18h. O período entre o nascer e o pôr-do-sol era dividido da primeira até a duodécima hora (Jo 11.9), sendo que as horas terceira, sexta e nona eram importantes por causa dos sacrifícios no Templo. As noites eram divididas em vigílias de três horas cada uma. Os romanos as dividiam em vigílias de quatro horas.

"Pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim estará o Filho do Homem três dias e três noites no seio da terra", Mt 12.40. Ao pé da letra, isso indicaria que o Senhor ficou 72 horas no sepulcro. Porém, Jesus foi crucificado na sexta-feira à hora terceira (9h da manhã) e morreu à hora nona (3h da tarde - 15h), sendo sepultado por José de Arimatéia e Nicodemos horas antes do início daquele sábado (que teria início às 18h).

O profeta Jonas não teria como contar os dias que ficou dentro do grande peixe, pois ele deve ter perdido a noção do tempo. Esse dado pode ter sido investigado sem a participação direta dele. Entretanto, no caso de Jesus, podemos facilmente concluir que Ele passou pouco mais de 36 horas no sepulcro: as últimas horas de sexta, o sábado completo e parte do domingo.

Devemos, portanto, estudar a declaração de Cristo em paralelo com Josué 2.16, onde a parte de um dia é declarada como sendo o todo. logo, os três dias e noites no sepulcro não abrangem dias completos, mas, sim, dias cronológicos. Portanto, a expressão de Jesus poderia ser simplificada assim: "Depois de amanhã ressuscitarei". Sim, porque, lembremos, Jesus não ressuscitou depois de três dias, mas "ao terceiro dia".


Referência Bibliográfica:


Revista Resposta Fiel, ano 6, nº 22, DEZ - JAN- FEV/ 2007, Casa Publicadora das Assembleias de Deus, Rio de Janeiro, RJ.

Um comentário: